O que é o hipogonadismo
A testosterona é o principal hormônio sexual masculino, responsável por muito mais do que a libido: regula massa muscular, distribuição de gordura corporal, densidade óssea, produção de glóbulos vermelhos, humor, energia e cognição. Quando sua produção cai abaixo do necessário, condição chamada de hipogonadismo, o impacto se espalha por praticamente todos os sistemas do corpo.
O hipogonadismo pode ser primário, quando o problema está nos próprios testículos, ou secundário, quando o problema está no eixo hipotálamo-hipófise, que não envia o estímulo adequado para os testículos produzirem testosterona. Essa distinção é fundamental, pois determina a causa provável e a estratégia de tratamento, especialmente em homens que ainda desejam ter filhos.
Sintomas mais relatados no consultório
- Cansaço e indisposição persistentes, mesmo com sono adequado.
- Dificuldade para perder peso, especialmente gordura abdominal.
- Dificuldade para ganhar ou manter massa muscular.
- Queda de libido e redução da frequência de desejo sexual.
- Disfunção erétil, isolada ou associada a outros sintomas.
- Alterações de humor: irritabilidade, apatia, sintomas depressivos.
- Redução da concentração e da clareza mental.
- Redução de pelos corporais e, em casos avançados, ginecomastia.
Esses sintomas, isoladamente, não fecham diagnóstico. Muitos se sobrepõem a depressão, apneia do sono, hipotireoidismo e síndrome metabólica, o que reforça a necessidade de investigação laboratorial completa antes de qualquer conduta.
Causas do hipogonadismo
- Envelhecimento: a produção de testosterona declina progressivamente a partir, em média, dos 30 anos.
- Obesidade e síndrome metabólica: o tecido adiposo converte testosterona em estrogênio.
- Privação crônica de sono e apneia do sono.
- Uso prévio de esteroides anabolizantes, que pode causar supressão prolongada do eixo hormonal, mesmo após a interrupção.
- Doenças crônicas, uso de determinados medicamentos, varicocele e estresse crônico.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico de hipogonadismo exige rigor técnico, pois a testosterona tem variação circadiana relevante e pode oscilar por fatores temporários. O protocolo de investigação inclui:
- Duas dosagens de testosterona total, colhidas pela manhã, em dias diferentes.
- Testosterona livre, LH, FSH, prolactina e estradiol.
- Hemograma completo e PSA, exames de segurança essenciais antes de considerar reposição hormonal.
- Avaliação de fatores associados: qualidade do sono, sintomas de apneia, perfil metabólico e histórico de anabolizantes.
Veja o detalhamento de cada exame em exames hormonais masculinos.
Tratamento do hipogonadismo
O tratamento não se resume a "repor testosterona". Antes de qualquer prescrição, é necessário avaliar a causa, os objetivos do paciente e, especialmente, o desejo atual ou futuro de ter filhos.
Correção de fatores modificáveis
Em muitos casos, perda de peso, tratamento da apneia do sono e melhora do sono promovem melhora relevante dos níveis hormonais, sem necessidade de medicação.
Terapia de reposição de testosterona (TRT)
Indicada para homens com diagnóstico confirmado que não desejam engravidar no período do tratamento, com diferentes formas de reposição: géis transdérmicos, injeções intramusculares e implantes hormonais. O ponto crítico da TRT é detalhado em reposição hormonal masculina (TRT) e em testosterona e fertilidade.
Tratamento com estímulo hormonal endógeno
Para pacientes com desejo de fertilidade, existem alternativas terapêuticas que estimulam o próprio eixo hormonal a produzir mais testosterona, sem suprimir a espermatogênese.
| Opção | Para quem | Ponto-chave |
|---|---|---|
| Correção de fatores modificáveis | Obesidade, apneia, sono ruim | Pode melhorar os níveis sem medicação |
| Reposição de testosterona (TRT) | Hipogonadismo confirmado, sem desejo de engravidar no período | Suprime a produção de espermatozoides; exige monitoramento |
| Estímulo hormonal endógeno | Hipogonadismo com desejo de fertilidade | Estimula o próprio eixo sem suprimir a espermatogênese |
Os riscos da automedicação
Um dos alertas mais importantes do Dr. Rodrigo Bomfim Ribeiro diz respeito ao uso de testosterona e anabolizantes sem acompanhamento médico, prática cada vez mais comum. Os riscos incluem supressão da fertilidade, atrofia testicular, aumento do risco cardiovascular, policitemia, alterações hepáticas e agravamento não identificado de condições prostáticas por ausência de monitoramento com PSA. Veja mais em riscos do uso de anabolizantes e testosterona sem prescrição.
Sente cansaço, queda de libido ou dificuldade para perder peso? Agende uma investigação hormonal completa com o Dr. Rodrigo Bomfim Ribeiro.
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